Perseguindo muralhas estéticas
mergulhavam na fossa comum
os alcoviteiros da Liberdade.
mergulhavam na fossa comum
os alcoviteiros da Liberdade.
Tenho dôr para dar. A dôr da realidade,
vertida sussurrada
ao meu ouvido incrédulo,
teimosamente surdo ao eco do espelho.
Não ultimo a concepção. Sou ligeiro,
e custa-me verificar a diferença
sem a alma que sustenta,
sem os anos segurando a rede
de que pressinto o baloiçar
hipotético
por outra dimensão.
Abafado,
o canto ergue-se de poeira,
pueril
como mais esta madrugada -
e afinal, amanhece tarde
pois as nuvens, que foram água,
que seriam correnteza,
são hoje a ditadura da sombra
por onde espreitam os murmúrios,
por onde espreita a palavra.
A mim,
indiscretos amantes do consensualismo.
Dubito-vos mas sem punhal.
Não enxergo o punhal que vos rasga a saia
de rodar
colorida de sociedade,
imposto fluxo
de energias falsas,
razões sonoras, tão somente.
Critico assim migalhas
atiradas aos pombos,
fazendo referência
a algo mais definido
que se me escoa pela mão rugosa,
esburacada à seiva do Sonho.
Escorre-me alguém que me habitava
a aspiração.
Quem era?
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